Cândido dos Reis, mais conhecido como Almirante Reis, foi um destacado militar e revolucionário português, uma das figuras centrais na preparação da Revolução Republicana de 5 de Outubro de 1910, que levou à implantação da República em Portugal. Oficial da Marinha, era amplamente reconhecido pelo seu rigor, disciplina e forte convicção republicana. Integrado no Partido Republicano Português (PRP), envolveu-se ativamente em conspirações contra a monarquia e teve um papel decisivo na organização do golpe revolucionário que mudaria o rumo da história portuguesa.
Na noite de 4 para 5 de outubro de 1910, enquanto se dirigia a Lisboa para assumir o seu papel de comando no movimento, Cândido dos Reis recebeu informações erradas sobre a alegada falta de adesão das tropas e o suposto fracasso do levante. Desiludido e convencido de que o golpe havia falhado, retirou-se e suicidou-se na zona de Arroios, em Lisboa, antes de saber que, poucas horas depois, a revolução triunfaria, levando à queda da monarquia e à proclamação da República.
A sua morte precoce tornou-se um poderoso símbolo do sacrifício em nome dos ideais republicanos. A sua figura foi mitificada pela memória coletiva da nova República, que reconheceu em Cândido dos Reis um mártir da liberdade e da democracia. O seu corpo foi inicialmente velado com honras, e anos mais tarde os seus restos mortais foram trasladados para o Panteão Nacional, uma distinção reservada às personalidades mais ilustres da história portuguesa.




