O Comandante Ramiro Correia foi uma figura marcante no processo revolucionário português, especialmente durante o período pós-25 de Abril de 1974. Oficial das Forças Armadas, destacou-se como um dos principais impulsionadores das Campanhas de Dinamização Cultural e Ação Cívica do Movimento das Forças Armadas (MFA), que tinham como objetivo aproximar os militares da população, promover a educação cívica e divulgar os ideais da Revolução.
Estas campanhas, concebidas por Ramiro Correia, integravam ações itinerantes que envolviam militares e meios de animação, como companhias de teatro, projeção de filmes, bandas musicais, cantores e artistas da dança. Posteriormente, evoluíram para fases mais estruturadas, com a fixação de militares no terreno, oferecendo apoio médico, sanitário, campanhas contra doenças como a brucelose, e promovendo a criação de centros culturais e grupos de teatro. Estas iniciativas foram fundamentais para consolidar as conquistas da Revolução e fortalecer os laços entre as Forças Armadas e a sociedade civil.
Além de militar, Ramiro Correia era reconhecido pela sua elevada cultura, capacidade de comunicação e sensibilidade artística. Foi descrito como um "poeta da Revolução" e um "semeador", cuja obra de referência foi a conceção das Campanhas de Dinamização Cultural do MFA. A sua inteligência fulgurante e o seu papel de intelectual, humanista e internacionalista foram amplamente reconhecidos por aqueles que com ele trabalharam.




