A 20 de maio de 1449 travou-se a histórica Batalha de Alfarrobeira, um dos conflitos mais marcantes da história de Portugal no século XV. Esta batalha opôs o rei D. Afonso V e o seu tio, o Infante D. Pedro, Duque de Coimbra, que até então tinha exercido a regência do reino durante a menoridade do rei. O confronto representou o culminar de tensões políticas entre a nova nobreza ligada ao jovem monarca e os aliados do Infante, defensor de uma visão mais reformista e centralizadora do poder.
Vialonga teve na época um papel geográfico e logístico de relevância, uma vez que se encontrava no caminho de passagem das forças em marcha. É possível que os campos em redor tenham sido usados como zonas de acampamento, movimentação de tropas ou mesmo apoio logístico, dada a sua localização estratégica e os recursos agrícolas da região.
A derrota do Infante D. Pedro na batalha, que terminou com a sua morte, teve profundas consequências políticas: consolidou o poder de D. Afonso V e permitiu o crescimento da influência da alta nobreza, afastando temporariamente as ideias reformistas do Infante. Para as populações locais, como as de Vialonga, estes confrontos significavam instabilidade, mas também proximidade com os grandes acontecimentos que moldavam o reino.
Hoje, lembrar o 20 de maio de 1449 é também reconhecer a importância das terras e povoações envolventes, como Vialonga, que apesar de não figurarem nos livros como palco principal da batalha, foram partes silenciosas mas fundamentais da história. A memória coletiva da região deve incluir este episódio como símbolo da sua antiguidade, da sua ligação à história de Portugal e da sua relevância no tecido geográfico e político do século XV.




